BOLETIM 24.11.2016

2016: O ANO DO EMPODERAMENTO DA MULHER ADVOGADA

 

Além da valorização na sociedade, a mulher tem alcançado cada vez mais espaço no mercado de trabalho nos últimos anos. Contudo, mesmo com o sensível progresso da participação da mulher em todas as esferas sociais, econômicas, culturais, percebe-se que ainda persiste a desigualdade.

Em um passado não muito remoto, a batalha travada pela mulher advogada era pela afirmação da sua capacidade, no contexto de uma profissão historicamente dominada por homens. Hoje, o combate toma outro viés, o da necessidade de reconhecimento de suas características como algo positivo, qualidades das quais elas podem (e devem) se orgulhar.

A mulher tem peculiaridades que a possibilitam ser bem sucedida em qualquer área ou carreira. Contudo, na advocacia, esses atributos ganham destaque quando do atendimento de demandas do dia a dia. A mulher advogada é resistente e sensível; ela pode ser atenta e focada, mesmo sendo multitask; pode gerenciar seu tempo, realizando todas as suas tarefas, ainda que em meio às pressões pessoais e profissionais. Ela dá sentido ao termo “resiliência”, mas também sabe defender sua opinião.

Desde 1924, quando a representação feminina se resumia à advogada Myrthes Gomes de Campo (primeira mulher a exercer a advocacia no Brasil), a mulher tem exercido uma participação cada vez mais expressiva nos quadros de inscritos da OAB. De acordo com um levantamento estatístico da entidade, as mulheres constituem quase a metade dos inscritos nas seccionais do órgão da classe: 446.189 mulheres (47,20%) e 499.316 homens (52,80%). Contudo, as advogadas ainda ocupam posição minoritária nos órgãos de direção e gestão da advocacia, o que fez com que o Conselho Federal da OAB decidisse que 2016 seria o Ano da Mulher Advogada, defendendo a implantação de medidas de combate ao preconceito, proteção de prerrogativas e ampliação da participação feminina na administração da Ordem.

Com este mesmo espírito de equidade e valorização da mulher, a sociedade De Paola & Panasolo assinou, em março de 2016, a Declaração de Apoio aos Princípios de Empoderamento das Mulheres (WEPs), da Organização das Nações Unidas, tendo sido um dos primeiros escritórios de advocacia do Brasil a firmar seu compromisso com os sete princípios da ONU Mulher pela equidade de gênero no ambiente de trabalho.

Nós, advogadas da DP&P, que nos orgulhamos de fazer parte desse movimento, acreditamos que a essência do “empoderamento” está longe de ser uma luta entre gêneros. O que se quer, no fundo, é que homens e mulheres convivam de forma igualitária, cooperando no espaço de trabalho, de modo que, em um futuro próximo, todos entendam que “ninguém é igual a ninguém, todo ser humano é estranho ímpar” e que isso é ótimo!

Melina Lima de Sá     Nayara de Camargo Pinto     Camila Fossa Balbinot

Publicações Relacionadas