Sucessão nas empresas familiares: ainda há necessidade de reflexão sobre este tema

Opinião é do advogado William Julio de Oliveira, que vai proferir palestra sobre o assunto no Ciclo de Debates promovido pelo escritório De Paola & Panasolo Sociedade de Advogados, de Curitiba (PR), no dia 31 de agosto

A sucessão nas empresas familiares ainda é vista como algo natural para se repassar do fundador para o herdeiro. No entanto, esse movimento nem sempre vem acompanhado de bons resultados. A família pode encarar a nova geração como a que possui a responsabilidade em seguir com os negócios, mas o herdeiro tem as competências e habilidades para ser o sucessor?

No entendimento do advogado William Julio de Oliveira, é necessário fazer uma reflexão sobre a importância da sucessão empresarial, analisada sob o ponto de vista da gestão patrimonial e governança corporativa nas empresas familiares. Ele vai proferir palestra sobre o assunto durante o Ciclo de Debates promovido pelo escritório De Paola & Panasolo Sociedade de Advogados, de Curitiba (PR), no dia 31 de agosto.

Com o tema “Gestão Patrimonial e Governança em empresas familiares – Da mentalidade do fundador a sucessão empresarial”, Oliveira pretende estimular a discussão sobre os paradigmas de que o herdeiro natural deve obrigatoriamente ser o sucessor empresarial.

“Quando se tem a tríade propriedade – família – empresa e se olha para a gestão, a pergunta que deve ser feita é: o herdeiro tem as competências e habilidades para ser o sucessor do patriarca, fundador da empresa? O natural é que a empresa passe por um processo de profissionalização planejado antes mesmo da sucessão”, afirma.

Além disso, Oliveira vai abordar quais as ferramentas aplicáveis para bens do fundador ou do grupo empresarial que ele participa, como por exemplo Holding, Administradora de Bens e Fundos exclusivos, e instrumentos como Protocolo de Família e Acordo de Sócios.

Segundo o advogado, é essencial planejar como vai ocorrer este processo, que demanda precauções jurídicas. “Quando se tem a transmissão do patrimônio, deve ser pensado como os herdeiros irão se desenvolver como sócios. Um protocolo familiar e um acordo de quotistas, por exemplo, são instrumentos que devem ser desenvolvidos para uma empresa familiar que passa de uma geração para outra”, esclarece.

Oliveira ainda salienta outro ponto importante quando se fala em sucessão empresarial: “a mentalidade do fundador deve estar primeiro na Gestão do Negócio, e isso se faz através da Governança Corporativa, para posteriormente pensar na divisão dos seus bens, levando em conta uma multidisciplinariedade de matérias, do direito, por exemplo tributário sucessório, familiar, societário”.

William Júlio de Oliveira é advogado OAB/PR 45.744 e consultor. Possui LLM em Direito Empresarial pela FGV e é especialista em compliance. Sócio fundador da BGO Participações e investimentos.

Serviço:

Gestão Patrimonial e Governança em Empresas Familiares – Da mentalidade do fundador à sucessão empresarial
Data: 31 de agosto
Horário: 8h30
Local: Auditório De Paola & Panasolo – Rua Jaime Balão, 331, Curitiba (PR)

Inscrições: contato@dpadv.com.br

Fonte: Assessoria de Imprensa Interact Comunicação

Publicações Relacionadas